domingo, 21 de fevereiro de 2010

O silêncio me acolhe. Delicioso som tupiniquim evoca a dança dos meus ouvidos. O silêncio me abraça. Queitude. Ausência. Silêncio e palavras em papeluchos: presença-ausência.
Provar os dias com a pessoa longínqua. Dentro do envelope amarelo-queimado, meus desejos em forma escrita são destinados aos olhos dela

CARTAS.

Final de semana passado -Não tão estrelado assim

A luz que eu vejo é a ponta do meu cigarro, sobre um anel feio em minha mão direita. Está ficando cada vez mais escuro, começo a sentir certo frio soprando a própria natureza. Já faz um tempo que estou dentro desta barraca sozinha. Parece que anoiteceu lá fora. Ouço o barulho dos insetos noturnos e dos pingos dançando sobre minha cabeça. Estou distante onde não há sinal, fico pensando que meus pais devem estar preocupados e você onde esta? O vento daqui é gelado, aqui não há papeluchos e caneta se quer. Minha companhia é meu velho celular que no momento não funciona, mas é onde procuro me refugiar escrevendo para passar o tempo ou simplesmente porque não consigo dormir. Espero que minha bateria não acabe logo, pois ficarei relendo tuas mensagens até pegar no sono. Quando a chuva parar, irei fazer algum pedido as estrelas Darling...

Não demore!

Meu último maço de cigarro apagou-se. Boa noite parceiro!

Rabisco na embalagem

Tenho um bilhete premiado com sua escrita,
No verso sua validade é branca
Validade não há
Válido é o lado branco,
Preenchido por seus rabiscos e fragmentos
de uma noite estrelada (...)

Seu Marlboro e o copo últil

Fogo-água
Água-fogo

Risco o velho isqueiro chamando rastros de luz
Fones sem utilização para lhe escutar
Cartão amarelo de bônus a pontuar
Previnido de carteira para lhe presentiar

Embriagar
Vou beber dessa estação!
"Apaga o cigarro no peito/ diz pra ti o que não gostas de ouvir/ diz tudo (...)"

Isso é escrever!



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quando algo acontece as pessoas emitem uma luz.
Porque têm uma fotografia presa dentro delas.
Pois estavam presentes e nós não...
E porque somos apenas uma peça e tudo o que
podemos fazer é colocar para fora este pedacinho.