domingo, 27 de dezembro de 2009

Peseudofruto

Sacadas de Marlboro sobre um tom vermelho que pintava o luar.O vento a assoprar, corpos ligados contra o frio e o calor celados entre beijos.
E o vento a assoprar a musicalidade, meus olhos fechados ao teu abraço querendo apenas sentir tua voz a cantar suave em meus ouvidos.
Entre estranhos trocas de lembranças que venha se juntar com a saudade e os dias arrastados.Estranho o tempo convidados a dar uma volta, já é tarde e o céu chama o amanhecer....
Estou escutando Oásis e escrevendo o final, o final não dito.Nas escadarias um pedido de "Querer te ver de novo" exclamado! O silêncio apenas deu a resposta sincera de olhares: Até breve.
Um beijo singelo se encerrou.E ficarei pensando se tudo isso foi um encontro ou uma despedida, afinal...

O Frio e a gentileza eu sentia

Cerveja e tequilas roubadas de uma comanda no banheiro jogada.Oitenta reais e alguns quebrados, não sei...Só pensava no homem da sacada, vestido a verde oliva no frio mod a três graus.Meu amor me faz delirar não sei que juízo tomar.
Andando a cinco graus pela cidade fria- Caxias, com sacos pretos de lixo na mão ninguém via as calças de Johnny caírem a frente do hospital sobre os cabides uniforme marcial.
Caminho aos filmes um bêbado vomitando avistamos.Nós na esquina star conversas a mil para contar.O sentir e não sentir o frio que fazia nas ruas tropicais, mãos quentes, garrafas de vinho que cairiam as porções reais em cores de suas embalagens comerciais.Tudo poderia ser magia em seu tempo em suas horas em seus momentos ácido de alegria.

-Vamos molhar no dedo sujo?
"Vou cuidar do meu broto
até amanhecer
vou encher ele de beijos
cigarros vou acender,

O vento bate na janela
e a noite ela espera
encontrar o seu amor
para que leve sua dor"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sementes de um pseudo fruto

-Sente saudades?
-Saudades de que?
-De alguém? lugar? comida? drink? tempo? sei lá
-Agora sinto saudades da minha ingenuiedade
-Ingenuiedade?
-Por que era uma coisa q me deixava feliz.Uma felicidade vazia, mas ainda era felicidade
-Lembranças?
-Saudade de quando eu conseguia confiar nas pessoas facilmente
-Confia em mim?
-Sim
-Que luz tu vee agora?
-A luz na ponta do meu cigarro
-Tu fuma?
-Sim
-Que lindo!
-Onde?
-Tu viu que acabos de dizer?
-Sim e não
-Nosso dialágo?
-O que tu viu?
-Caio Fernando de Abreu!

Nem se quer questionou

"Tento precepitar meus pensamentos de amanhã,
não quero voltar a apagar palavras de decepção
peço-lhe que as afogue em um profundo mar
esquecimento-solidão-dor
Vez que a surpresa me bate na porta
e tudo faz com que minha cabeça de voltas
o mundo gire em órbita
não consigo intender onde cheguei
não me deixe esperando em Masterplan"



Escutando algumas horas de domingo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

E esses olhos?


Efêmera


Talvez, quando você pensar em mim, eu já não esteja mais em mim, fragmentada pelo ar, espalhada pelo universo, vivenciando experiências que a sua vã filosofia desconhece. Dirão que provoquei esse ato efêmero, pois digo que são ignorantes e cegos, não percebem que já nascemos efêmeros, como o tempo e a natureza, sempre mudando tendendo ao ciclo vicioso do fim ao recomeço.Não se preocupe no fato de ver a minha nova forma, pois seus olhos são incapazes de detectar a minha presença, sendo essa forma inconstante e mutante, como pedaços de fotos recortadas, que se espalham em cima da mesa misturando como um quebra-cabeça.Seja breve ao lembrar de mim, pois as suas lembranças já não são mais verdadeiras, e sim ilusões de um tempo inexistente.Tempo efêmero esse, que provoca dores sem sentido, e despedaça corações. Hoje não sinto mais nada, não dói, não aperta, venho me perguntando: o que é o passado? Não lembro o ontem e não consigo sonhar o amanha, apenas existo sem existir.Não tenha medo, deixe estar.